Bonecas podem ajudar pacientes com doença de Alzheimer?
- Ronnyson Grativvol
- 20 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de jul. de 2025

Vale a pena comprar uma “bebê reborn” para pacientes com síndromes demenciais avançadas?!
O que dizem alguns dos estudos já publicados sobre o assunto
Intervenções não farmacológicas são estratégias fundamentais para o manejo dos sintomas comportamentais relacionados a quadros demenciais.
Entre as várias intervenções existentes, uma delas é a terapia com bonecas (conhecida em inglês como Doll Therapy), que consiste em oferecer aos pacientes bonecas realistas para que cuidem delas, com o objetivo de evocar comportamentos de apego e reduzir o sofrimento.
Bonecas realistas podem ajudar a desencadear instintos de cuidado, proporcionando um senso de propósito, segurança e conforto emocional para pessoas com demência.
As bonecas também podem funcionar como objetos transicionais, ajudando a reduzir a ansiedade por meio da continuidade e familiaridade.
Alguns estudos sugerem que a terapia com bonecas pode reduzir sintomas comportamentais em pacientes com quadros demenciais uma vez que essa terapia parece reduzir a agressividade e melhorou a comunicação com esses doentes.
Existem relatos também de redução na agitação e deambulação entre pacientes de instituições de longa permanência que usaram bonecas, além de maior interação social e menor uso de medicamentos.
Apesar da limitação metodológica dos estudos, parece que a Doll Therapy está associada à redução de comportamentos desafiadores e melhora do humor.
No entanto, o mesmos estudos apontam que a terapia com bonecas levanta preocupações relacionadas à infantilização e engano.
Críticos argumentam que oferecer bonecas pode ser algo degradante, tratando adultos como crianças.
Defensores enfatizam que, se os pacientes interagem voluntariamente com as bonecas e obtêm conforto, a intervenção deve ser considerada centrada na pessoa, e não infantilizante.
Qual parece ser a conclusão?
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A terapia com bonecas consiste em uma intervenção não-farmacológica de baixo risco para o manejo dos neuropsiquiátricos em pacientes com demência.
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Alguns pacientes mostram benefícios potenciais na redução de agitação, agressividade e ansiedade, além de promover o bem-estar e o engajamento social.
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No entanto, são necessários mais estudos em larga escala e de alta qualidade para confirmar sua eficácia e abordar sistematicamente as questões éticas.



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